Acabei de ler Delírio e estava muito animada para esta leitura, além da sinopse prometer uma distopia totalmente inovadora eu já tinha lido outro livro da autora e tinha adorado, esperava que o mesmo acontecesse com esse, mas não foi como eu esperava, às vezes grandes expectativas geram grandes decepções.
"É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele."
Delírio é uma distopia totalmente diferente, onde o amor é proibido e visto como uma doença, após vários estudos foi criado uma cura e a maioria dos adolescente passa pela intervenção aos 18 anos, quando eles são pareados de acordo com a sua média e depois escolhem seu futuro pretendente.
"Noventa e cinco dias, e então estarei segura. Estou nervosa, é claro. Fico imaginando se a intervenção vai doer. Quero acabar logo com isso. É difícil ter paciência. É difícil não sentir medo sabendo que ainda não fui curada, apesar de até agora eu não ter sido acometida pelo deliria."
Tudo estava indo bem, Lena estava contando os dias para finalmente se ver longe dessa terrível doença e finalmente do seu passado, quando um sorriso muda tudo que ela imaginava e acreditava, e ela se vê cada vez mais dividida entre esquecer tudo e viver sem a dor ou se permitir sentir, porque afinal a dor que nós transforma em quem realmente somos, que nós faz mais humanos.
“Às vezes sinto que se simplesmente ficasse observando o mundo, simplesmente ficasse quieta e deixasse o mundo existir, às vezes juro que, por apenas um segundo, o tempo congela e o mundo para. Apenas por um segundo. E se de alguma forma fosse possível dar um jeito de viver naquele segundo, eu viveria para sempre.”
O enredo em si tinha tudo para dar certo, mais na minha opinião não deu, talvez por causa da protagonista ou da maneira como a autora conduziu a história, eu estava cansada de ficar o tempo todo na cabeça da Lena, o livro inteiro não tem muito diálogos e nem ação, isso me incomodava demais, ela não decidia o que realmente queria e o que sentia.
“ Agora o lugar está cheio dele: tão próximo que não consigo respirar, não consigo me mover, falar ou pensar. Toda vez que seus dedos me tocam, o tempo parece parar por um segundo, como se pudesse se desfazer. O mundo inteiro está se desfazendo, concluo, exceto nós. Nós. ”
Eu entendi que ela viveu a vida inteira acreditando que amar era errado mas conforme ela convivia com isso e não aceitava, ficava voltando atrás em cada atitude que tomava me desanimou muito. E o que mais me irritou é que eu já estava abandonando essa série e nas últimas 30 páginas a autora joga um bomba que não tem como não ficar curiosa para o próximo livro, mais isso não apaga as outras 300 páginas de enrolação, não é um livro que eu odiei, só não funcionou comigo, infelizmente as partes boas do livro não superou as ruins.
"É tão estranho como a vida funciona: você quer alguma coisa e espera por ela, espera, espera, espera, e parece que está demorando uma eternidade para acontecer. Então, ela acontece, acaba, e tudo o que você quer é voltar àquele instante antes que as coisas mudassem."
Vou ler sim o próximo livro da série, pois já tinha comprado(consumismo) mais não tão cedo e no próximo com certeza sem muitas expectativas.
"Eu te amo, lembre-se. Eles não podem tirar isso de nós."












Apesar das críticas, fiquei com vontade de ler. Amo AMO AAAAMO blogs literários e esse aqui me conquistou <3
ResponderExcluirhttp://palomacarvalhooficial.blogspot.com.br/
Paloma, fico muito feliz de saber que você gostou do blog, espero que você confira as próximas resenhas e vídeos!
ExcluirBeijos