Cavaleiro de bronze apenas uma palavra que simplifica essa história tão linda e triste, arrebentador! Dificilmente leio livros de época e acho que nunca li nenhum livro que se passava na época do comunismo, um livro que talvez retrate esse período mas do lado oposto é a menina que roubava livros e que eu adorei, mais não tanto quanto esse livro.
A história se passa em Leningrado e começa quando Hitler não cumpre um tratado que tinha com o "camarada" Stálin, e vai em direção a fronteira russa, Tatiana é a protagonista dessa história, irmã gêmea de Pasha o único filho homem, irmã da sonhadora Dasha sete anos mais velha e vive com os pais e os avós em um apartamento comunitário, sendo que a família tem sorte por ter dois quartos, sendo um dos quartos destinados a Tatiana, os irmãos e aos pais e o outro para os avós. Tatiana e Alexander se conhecem no meio desse caos, quando ela é responsável de pegar os mantimentos e esperava o ônibus, a partir daquele instante tudo mudo na vida de ambos.
É difícil de descrever magnitude dessa história, o quanto as coisas mudam ao decorrer das páginas, talvez por causa da sinopse imaginamos que pode ser mais um triângulo amoroso em meio a guerra mais não é isso deveria ser ate crime pensar assim. No começo conhecemos a Tatiana ainda uma menina, no final do livro ela é muito mais que uma mulher, não tenho palavras pra descrever a força que ela tem em momentos que muitos desistiriam, mas o que a manteve viva com certeza foi a força do amor por Alexander, ele que amou Tatiana a cada minuto que por isso desistia da própria felicidade, que faria qualquer coisa por ela. Em muitos momentos do livro eu me perguntava que tipo de amor poderia ser aquele, que aceitava ser deixado de lado para fazer as vontades de quem ele amava e a resposta é clara depois, esse é o verdadeiro amor, o único que se tem uma vez na vida, que nem mesmo a guerra, a fome e os segredos podem acabar.
A narrativa da autora flui de uma maneira que é impossível largar o livro depois, eu queria mais da história de Alexander e Tatiana, que o destino não foram tão bom para eles e quem amavam.
É difícil eu realmente amar tanto um livro como eu amei esse, tinha momentos que eu me sentia exatamente como a protagonista, com fome, cansada e sem forças e mesmo assim querendo cuidar de todos, por que a autora retrata tão bem esse cenário desolado que você se vê no meio da guerra, da fome e principalmente da morte! A morte que deixo para trás rastros de cadáveres nas ruas, nas casas, nas escadas, mas principalmente nas famílias!
Ps: Infelizmente a Novo Conceito que é a editora que lançou o livro no Brasil dividiu o primeiro livro em duas partes, então quando eu acabei esse livro descobri que na verdade o original possuía 900 páginas, achei uma sacanagem, sorte que eles lançaram a segunda parte agora em Maio porque eu já estava surtando com esse final.











